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La maestrita del faro
Pablo Etchevers Pablo EtcheversTem lugares em que as histórias de visa são inevitáveis. O farol de Cabo Polonio possui uma dessas histórias únicas, de saudades e encontros, de perdas e triunfos.

Polonio surgiu de um naufrágio e os que continuaram levaram a que as autoridades nacionais instalaram o farol no ano 1880 para servir de guia aos navios que sem uma referência não conseguíam eludir as rochas dos aoredores.
No ano 1968 chega a Cabo Polonio um jovem casal de recém casados. Nesse momento, o lugar era inóspito e solitário, mas um tal Ulises não se icomodou. Aí podería desempenhar o seu ofício de ajudante de radiotelegrafia e além sentía feliz de voltar ao lugar onde tinha se-criado e ao que sentia como um vero lar.

Teresa se chamava a sua jovem esposa, tinha morado até esse momento na cidade de Montevidéu. Tinha apénas 19 anos de idade cuando deixou a grande cidade e ao chegar ao farol ficou assombrada por um motivo: as crianças, na sua maioria filhos de pescadores, eram analfabetos. Assim, depois de pensar e pensar que é o que podía fazer, a sua vida deu uma virada completa e teve razão de ser: a criação de uma pequena escola solucionaria a situação.

Dentro do farol
O problema era onde e com quais fundos poderia se-construir a escola. Depois de um debate entre pescadores e navegantes, decidiu-se de comum acordo que dentro do farol ensinaría-se a ler e escrever.
Apoiada pelo resto dos povoadores, Teresa foi a encarregada de fazer que o sonho virara realidade e a escola foi se enchendo de alunos. De qualquer idade (muitos pescadores velhos queriam também aprender), uma vez por semana saíam ao pátio do farol, quando o vento deixava, para cantar o hino nacional de Uruguai junto à bandeira pátria.

A história que foi escrita nos muros do farol diz que anos mais tarde a maestra teve que viajar para Montevidéu, onde atualmente reside; alguns dos seus alunos continuaram com os estudos e outros ficaram apénas com o aprendido. As lendas ubanas falam de que às vezes a maestrinha aparece pelas escolas na zona para ver que fazem os seus “botijas”(meninos), como costumava chamar aos seus alunos.
O certo é que a façanha de Teresa, ou “a maestrinha do farol” como ainda chamam aí, continúa dando o que falar e se mantém mais viva do que nunca pelas ruas do pequeno povo.


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